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Atitudes de extroversão e introversão.

Conforme citado por Feist e Roberts (2015, p. 80), Jung (1921/1971) definiu a atitude como uma predisposição a agir ou reagir em determinada direção. Nas palavras do próprio Jung (1921/1991, p. 432): “Entendemos a atitude como uma disposição da psique de agir ou reagir em certa direção.”


Feist e Roberts (2015, p. 80) discorreram que Jung insistia que cada pessoa possui uma atitude introvertida e extrovertida, embora uma possa ser consciente, enquanto a outra é inconsciente. Assim como outras forças opostas em psicologia analítica, a introversão e a extroversão servem uma à outra em uma relação compensatória e podem ser ilustradas pelo tema do yang e do yin.


Dentre todos os conceitos de Jung, introversão e extroversão são os mais usados. Segundo ele, cada indivíduo pode ser caracterizado como sendo primeiramente orientado ou para seu interior ou para o exterior (FADIMAN e FRAGER, 1986, p. 47).


A energia dos introvertidos segue de forma mais natural em direção a seu mundo interno, enquanto que a energia do extrovertido é mais focalizada no mundo externo (FADIMAN e FRAGER, 1986, p. 47).


Ninguém é puramente introvertido ou extrovertido. Jung comparou esses dois processos ao batimento cardíaco: há uma alternância rítmica entre o ciclo de contração (introversão) e o ciclo de expansão (extroversão). Entretanto, cada indivíduo tende a favorecer uma ou outra atitude e opera principalmente em termos desta atitude (FADIMAN e FRAGER, 1986, p. 47).


Jacobi (1940/2013) discorre que a extroversão e a introversão são modos de reação permeáveis na vida da mesma pessoa; apesar disso, por certo espaço de tempo podem ser intercambiados. Há determinadas fases da vida do ser humano, e até na vida dos povos, que são caracterizadas mais pela extroversão e outras mais pela introversão.


Algumas vezes a introversão é mais apropriada, em outras ocasiões o é a extroversão. As duas são mutuamente exclusivas; não se pode manter ambas as atitudes ao mesmo tempo (FADIMAN e FRAGER, 1986, p. 47).


Nenhuma das duas é melhor que a outra. O ideal é ser flexível e capaz de adotar qualquer uma delas quando for apropriado, operar em termos de um equilíbrio entre as duas e não desenvolver uma maneira fixa de responder ao mundo (FADIMAN e FRAGER, 1986, p. 47).


Jung (1921/1971 apud FEIST e ROBERTS, 2015, p. 80) discorreu que os introvertidos estão afinados com seu mundo interno, com todas as suas inclinações, fantasias, sonhos e percepções individualizadas.


Os interesses primários dos introvertidos concentram-se em seus próprios pensamentos e sentimentos, em seu mundo interior. Eles tendem a ser profundamente introspectivos. Um perigo para tais pessoas é imergir de forma demasiada em seus mundos interiores, perdendo o contato com o ambiente externo (FADIMAN e FRAGER, 1986, p. 47).


Segundo Feist e Roberts (2015, p. 80), os extrovertidos são mais influenciados pelo entorno do que por seu mundo interno. Eles tendem a focar a atitude objetiva, enquanto suprimem a subjetiva. Os extrovertidos são pragmáticos e bem-enraizados nas realidades da vida diária.


Os extrovertidos envolvem-se mais com o mundo externo das pessoas e coisas; tendem a ser mais sociáveis e conscientes do que está acontecendo à sua volta. Eles necessitam se proteger para não serem dominados pelas exterioridades e alienarem-se de seus próprios processos internos (FADIMAN e FRAGER, 1986, p. 47).




Referências bibliográficas


FADIMAN, James; FRAGER, Robert. Teorias da personalidade. Tradução: Odette de Godoy, Camila Pedral Sampaio, Sybil Safdié. São Paulo: HARBRA, 1986.


FEIST, G. J.; FEIST, Jess; ROBERTS, Tomi-Ann. Teorias da personalidade. Tradução: Sandra Mallmann. 8. ed. Porto Alegre: AMGH, 2015.


JACOBI, Jolande. A psicologia de C.G. Jung: uma introdução às obras completas. Tradução de Enio Paulo Giachini. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.


JUNG, C. G. Tipos psicológicos. Tradução: Lúcia Orth. Petrópolis, Vozes, 1991.




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